um guia para entender a transição

energética no setor de transportes de cargas

Por que a transição energética está no centro dos debates?

Talvez você já tenha percebido que temos períodos cada vez mais quentes ou mais chuvosos. Calor extremo, chuvas fortes, enchentes, alagamentos, períodos de estiagem ainda maiores… tudo isso tem sido notícia, mas nada disso é causado por ‘forças da natureza’, são resultados do agravamento das mudanças climáticas e o nome dado a este estado é crise climática.

A crise climática é agravada diretamente pelo uso contínuo de fontes fósseis, como petróleo, gás natural e carvão, que ainda sustentam grande parte da produção global de energia; sempre que um carro circula movido a gasolina, um caminhão transporta cargas utilizando diesel, o agronegócio desmata para abrir novas áreas de pastagem ou monoculturas, ou recorremos à queima de carvão para atender à demanda energética, ampliamos a emissão de gases de efeito estufa (GEE), que intensificam o efeito estufa natural, aceleram o aquecimento global e, consequentemente, impulsionam as mudanças climáticas já em curso.

A definição COMBOIO de transição energética justa e popular

A definição COMBOIO de transição energética justa e popular

A transição energética não deve se limitar a produzir energia a partir de fontes renováveis, expandir tecnologias ou repensar nossos modos de produção, ela exige transformar uma estrutura de poder historicamente concentrada nas mãos de poucos, que distribui benefícios de forma desigual e falha em gerar impactos positivos justamente para quem mais precisa.

O que a transição energética justa, inclusiva e popular deve garantir:

Transporte de cargas: um setor determinante

A transição energética já está em andamento. Seu avanço pode ser observado nas notícias e redes sociais, na expansão das energias renováveis e na presença crescente de veículos elétricos nas cidades, desde carros particulares até ônibus do transporte público. No entanto, o desafio decisivo está em levar essa transformação para as rodovias brasileiras, onde os verdadeiros protagonistas são os caminhões, responsáveis por grande parte do transporte de cargas no país. A questão central, portanto, é entender como essa transição pode se expandir para esse setor estratégico e como brasileiras e brasileiros podem compreender e se engajar em um tema tão denso e sinuoso quanto as próprias estradas do país.
No Brasil, grande parte dos bens que movimentam a economia passam pelas estradas. São caminhões que transportam a maior parte de nossos alimentos, insumos, mercadorias e até seus mimos. São eles que hoje dependem, em grande medida, de combustíveis fósseis como o diesel, uma das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa.
Por isso, falar de transição energética sem olhar para o transporte de cargas pesadas é deixar de fora um pedaço essencial dessa mudança.
Mas, afinal, porque os caminhões têm tanto a ver com a crise climática e a transição energética?

EM BREVE: Guia de Comunicação

Como comunicar a transição energética no setor de cargas pesadas? Temos um caminho!

No Guia de Comunicação: Como cobrir a transição energética no transporte de cargas e porquê esse debate importa, você encontra informações, dicas e análises sobre comunicação assertiva e ativista o processo de transição energética e eletrificação dos caminhões.

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Referências, pesquisas, relatórios e outros materiais sobre transição energética no setor de transportes

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Porque ninguém muda o mundo sozinho. Essa plataforma é um convite para que assim como nas estradas, avançar em comboio signifique seguir junto, com direção, cuidado e estratégia.
Se você quer entender melhor o passado, presente e futuro do transporte de cargas no Brasil e como ele pode ser mais justo, popular e coletivo, esse espaço é pra você. Não compreender esse debate não é uma opção, o maior custo é não se informar.

Por que precisamos de uma transição energética

Talvez você já tenha percebido que temos períodos cada vez mais quentes ou mais chuvosos. Calor extremo, chuvas fortes, enchentes, alagamentos, períodos de estiagem ainda maiores… tudo isso tem sido notícia, mas nada disso é causado por ‘forças da natureza’, são resultados do agravamento das mudanças climáticas e o nome dado a este estado é crise climática.

A crise climática é agravada diretamente pelo uso contínuo de fontes fósseis, como petróleo, gás natural e carvão, que ainda sustentam grande parte da produção global de energia; sempre que um carro circula movido a gasolina, um caminhão transporta cargas utilizando diesel, o agronegócio desmata para abrir novas áreas de pastagem ou monoculturas, ou recorremos à queima de carvão para atender à demanda energética, ampliamos a emissão de gases de efeito estufa (GEE), que intensificam o efeito estufa natural, aceleram o aquecimento global e, consequentemente, impulsionam as mudanças climáticas já em curso.
Isso fez com que, por exemplo, o ano de 2024 fosse o mais quente da história da humanidade, com cerca de 1,55 graus acima do período pré-industrial. 

Esse cenário não é acidental. É resultado direto do modelo de produção e consumo do capitalismo pós-industrial, baseado na lógica da expansão infinita e na exploração sem limites da natureza e das pessoas. Explorar e queimar cada vez mais fontes fósseis significa intensificar a crise climática, colocando em risco a vida humana na Terra e os direitos de todas as populações, especialmente das mais vulnerabilizadas, como povos indígenas, pessoas negras e mulheres, que já sofrem de forma desproporcional seus impactos.

Diante desse quadro, a necessidade é urgente: precisamos transformar profundamente a forma como produzimos e consumimos energia. Isso implica substituir a exploração de petróleo, gás natural e carvão por modelos verdadeiramente renováveis, sustentáveis e democráticos. Implica, sobretudo, construir uma transição energética justa e popular, capaz de proteger vidas, reduzir desigualdades e garantir um futuro possível para as próximas gerações.